terça-feira, 22 de março de 2016

Desejando a curva!

Das mensagens me veio a repulsa.
Da repulsa me veio as questões.
E das questões me veio a culpa.

Queria eu poder voltar ao tempo, em que os sentimentos eram tão banais, que a alma leve de criança voava sem sentido e não tinha obrigação de ser feliz.
Bons momentos eram aqueles onde a vida não tinha outra obrigação além de ser vivida.
Decidi que a palavra seria viela certeira para as minhas mágoas, e que escrever faria com que o tempo passasse. E passou.
O propulsor dos textos não existe mais no meu plano de vida. Seguiu sua vida lindamente, à qual acompanho de longe, e torço com o mais genuíno dos sentimentos. Lembro-me dos primeiros vestígios dos quais me mostravam que para ele a vida continuara, e não mais com rancor, lembro da dor da perda. No entanto, o que foi vivido não pode me ser tirado, e com a mais pura das intenções, espero que um dia possamos nos encontrar e que devido ao meu abraço fraternal ele entenda o amor que nunca se foi. De nada o sentimento das fotos me pareceu as mensagens de domingo passado.
Mas a vida nos prega peças que definitivamente não são imagináveis.
De lá para cá, nada pode expressar o quanto de maturidade me foi adquirida, mas o nosso infortuno é que o amor não é maduro, é teimoso, esperançoso, e vislumbre, e quando se vai, deixa vazios que não me importo em dizer que são feridas sempre postas a doer.
Queria de coração, que tivéssemos andado de mãos dadas e ao chegar na encruzilhada ela tivesse olhado pra esquerda e eu pra direita. Caminhos ao contrário são aceitos, com dor, mas passam.
Sinto, que se pudesse espalhar meu feito ao mundo, diria que nem todos os dias são felicitados, não depende de nós a rotina constante de dias felizes. Grata sou sim à percepção prematura que não iriamos dar certo. Mas teimosa sou também em acreditar que o amanha poderia ser diferente.
Queria eu olha-la com olhos de compaixão, e seguir. Mas o ego transfigurado de nada ajuda o coração despedaçado.
Sinto me na vontade constante de perguntá-la à respeito da forma tragica com que largou minha mão. Acorrentar-se à outra mão que de nada sabe de nós.
De viver o amor dito em mensagens lida na madrugada.
De sentir-me não mais sua mulher, e ir em outro canto ao qual nunca te pertencer adormecer-me em prantos.
Não à culpo e não à deixei de ama-la.
Somente soltei a sua mão, a fim de me encruzilhar na esquina menos dolorida.
Amo-te B. Seja feliz.